Vacina da BCG é segura ou aumenta risco de Covid-19? Estudo responde

A polémica continua. Uma equipa de investigadores holandeses examinou minuciosamente os níveis de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19, e a progressão da patologia em indivíduos que haviam recebido a BCG.


Há meses, desde o início da pandemia da Covid-19, que têm surgido várias informações contraditórias relativamente aos benefícios ou malefícios da vacina da BCG, comummente usada na prevenção da tuberculose.

Inicialmente foi difundido, que quem a teria recebido, estaria imune contra o novo coronavírus. No entanto, mais recentemente, surgiram informações que a BCG poderia afinal agravar o quadro da Covid-19, conforme alerta um artigo publicado na revista Galileu. 

Relativamente à última sugestão, um estudo realizado por cientistas na Universidade Radboud, na Holanda, publicado no Cell Reports Medicine, apurou que a BCG é segura e não eleva o risco incidência de Covid-19. 

A vacina BCG foi formulada contra a tuberculose, contudo é detentora de uma ação estimulante geral no sistema imunológico, ajudando assim naturalmente na prevenção de outras patologias. 

O estudo denominado 300BCG analisou voluntários aos quais foi administrada a vacina entre abril de 2017 e junho de 2018 e um outro que não a recebeu.

Os cientistas pretendiam assim discernir a diferença na resposta imune geral dos indivíduos a geral. Porém, com o desenvolvimento da pandemia de Covid-19, os investigadores englobaram o estudo do SARS-CoV-2 na análise.

No seguimento da experiência, e segundo a Galileu, os académicos notaram que quem recebeu a vacina BCG não padecia de mais sintomas, ou adoeceu mais regularmente.

Entre os que sofreram de Covid-19, a situação não se tornou crítica. 

Para os investigadores, estes eram os resultados previstos, de acordo com a ação já conhecida da vacina em indivíduos sadios.

“É muito importante confirmar que alguém vacinado com a BCG não apresenta nenhum aumento dos sintomas durante a pandemia de Covid-19”, afirmou Mihai Netea, co-autor do estudo, num comunicado emitido à imprensa. 


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