Mutação mais infecciosa pode ser “uma coisa boa”. Especialista explica

Evidências sugerem que a proliferação da mutação D614G em algumas partes do mundo coincidiu com uma queda nas taxas de mortalidade.


Desde o seu aparecimento, o SARS-CoV-2 já sofreu centenas de mutações. A nova estirpe, encontrada na Europa, América do Norte e partes da Ásia, pode ser mais infecciosa, mas parece menos mortal, de acordo o Presidente da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas, Paul Tambyah. Falamos da mutação D614G – considerada a mais contagiosa e dominante.

Citado pela Reuters, o especialista disse existirem evidências que sugerem que a proliferação da mutação D614G em algumas partes do mundo coincidiu com uma queda nas taxas de mortalidade, sugerindo que é menos letal. “Talvez seja uma coisa boa ter um vírus que é mais infeccioso, mas menos mortal”, afirmou.

Paul Tambyah disse que a maioria dos vírus tendem a tornar-me menos virulentos à medida que sofrem mutações. “É do interesse do vírus infetar mais pessoas, mas não matá-las porque um vírus depende do hospedeiro para se alimentar e se abrigar”, explicou à agência.


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