Fumar cigarros eletrónicos na gravidez pode afetar cérebro do bebé

Exposição do útero aos químicos de cigarros eletrónicos aromatizados pode causar hiperatividade na criança.


Fumar este tipo de cigarro durante a gestação aumenta o risco do bebé vir a sofrer de problemas comportamentais, alerta uma nova pesquisa, divulgada no jornal britânico Mirror Online. 

O líder do estudo, o professor Mathilakath Vijayan, disse: “os sabores dos cigarros eletrónicos atenuam a perceção sensorial e provocaram hiperatividade nos embriões em desenvolvimento de peixes-zebra”. 

Entretanto, fumar tabaco convencional na gravidez já havia sido anteriormente associado ao aparecimento de  TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e autismo em crianças. 

Os dados apurados recentemente, publicados no periódico Biology Letters, sugerem que o ato de ‘vaping’ pode estimular também o desenvolvimento de condições neurológicas. 

As experiências conduzidas em peixes-zebra indicam que o cigarro eletrónico prejudica a formação da estrutura do cérebro do bebé. Sendo que o desenvolvimento embrionário dos seres humanos é surpreendentemente similar à daquela criatura marinha. 

As toxinas do fumo podem ser absorvidas pelo feto e ter um efeito na química do cérebro, explicou o professor Vijayan.

“Fumar cigarros eletrónicos na gravidez expõe o crescimento do cérebro da criança a esses químicos e o nosso estudo sugere que os aromas desses cigarros são especialmente danosos”. 

“Testámos os efeitos de cigarros com sabor a framboesa e canela e de outros sem sabor, sem e com nicotina”, contou o professor. 

“Enquanto que os cigarros eletrónicos sem sabor não tiveram qualquer impacto, os que eram aromatizados mesmo sem nicotina, causaram alterações comportamentais profundas”. 


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