Estudo encontra ligação entre o pessimismo e a demência

Autores do estudo consideram que o pensamento negativo deve ser considerado um fator de risco para a doença.


Se é uma pessoa pessimista, saiba que isso não é bom para o seu cérebro. Um novo estudo descobriu que o pensamento negativo repetitivo pode estar ligado, mais tarde na vida, ao declínio cognitivo e a maiores depósitos de duas proteínas nocivas, responsáveis pela doença de Alzheimer.

“Propomos que o pensamento negativo e repetitivo possa ser considerado um novo fator de risco para a demência”, afirmou a psiquiatra e autora principal do estudo,  Natalie Marchant, à CNN.

Comportamentos de pensamento negativo, como a reflexão sobre o passado e a preocupação com o futuro, foram analisados em mais de 350 pessoas com mais de 55 anos, durante um período de dois anos. Cerca de um terço dos participantes também foi submetido a um exame de PET – Tomografia por Emissão de Positrões – para medir os depósitos de tau e beta-amilóide, duas proteínas que causam a doença de Alzheimer, o tipo mais comum de demência.

As tomografias revelaram que as pessoas que passaram mais tempo a pensar negativamente tinham uma maior quantidade de tau e beta-amilóide, pior memória e maior declínio cognitivo num período de quatro anos em comparação com as pessoas que não eram pessimistas.

O estudo também testou os níveis de ansiedade e depressão e encontrou maior declínio cognitivo em pessoas deprimidas e ansiosas. Porém, os depósitos de tau e beta-amilóide não aumentaram nas pessoas já deprimidas e ansiosas, levando os investigadores a suspeitar que os pensamentos negativos repetidos podem ser a principal razão pela qual a depressão e a ansiedade contribuem para a doença de Alzheimer.


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