Eficácia de vacina desenvolvida em Oxford conhecida em “junho ou julho”

Empresa parceira da universidade inglesa pretende ter o medicamento pronto no "quarto trimestre" de 2020.


Pascal Soriot, diretor executivo da AstraZeneca, gigante farmacêutica que se associou à Universidade de Oxford no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19, acredita que os primeiros resultados dos ensaios clínicos sejam conhecidos num espaço máximo de dois meses.

Em entrevista concedida, esta quinta-feira, à estação televisiva britânica Sky News, o responsável sublinhou que “o grupo de Oxford é um dos melhores do mundo”, e que este se tem “movimentado bastante rapidamente” no desenvolvimento da cura.

“Em junho ou julho teremos uma primeira idade da eficácia e segurança desta vacina, e, depois teremos de esperar mais alguns meses. Mas em junho ou julho deveremos ter já uma ideia bastante boa”, começou por dizer.

“A produção já está a decorrer porque precisamos de fabricar doses suficientes para fazer os ensaios clínicos, como pode imaginar. Iremos aumentar a produção de forma a termos um número suficiente até ao quatro trimestre”, acrescentou.

Pascal Soriot sublinhou, no entanto, que “a prioridade será dirigida à população do Reino Unido”: “Esta é uma crise terrível, como todos sabemos, e decidimos que é altura de trabalharmos juntos e darmos o nosso melhor para ajudar a encontrar uma solução”.

“O nosso compromisso é, durante o período da pandemia, disponibilizar a vacina ao preço de custo. A longo prazo, se o vírus não desaparecer e se tornar num vírus semelhante ao da gripe, tornar-se-à numa vacina comercial, tal como a da gripe”, completou.


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