Dormir a sesta por mais de 60 min. eleva risco de morte prematura em 30%

Um novo estudo apurou que dormir sestas longas à tarde está associado a uma probabilidade 30% maior de morrer jovem, e a uma possibilidade 34% mais elevada de sofrer de doenças cardíacas, comparativamente a quem não tem o hábito.


Dormir a sesta durante mais de uma hora pode causar doenças cardíacas – e pode aliás provocar a morte prematura dos indivíduos, alerta um novo estudo. 

Os dados apurados contrariam a opinião comum de que dormitar é uma atividade inocente, sem consequências negativas para a saúde e para o bem-estar, podendo inclusive aumentar a produtividade. 

Contudo, os dados apurados por cientistas chineses, que deverão ser apresentados no próximo Congresso Europeu da Sociedade de Cardiologia, sugerem que dormir mais de 60 minutos pode ser prejudicial. 

Zhe Pan, líder do estudo e professor na Guangzhou Medical University, disse: “dormir durante o dia é um hábito comum um pouco por todo o mundo e é geralmente visto como algo saudável”. 

“Regra geral acredita-se que dormir a sesta melhora a performance e contraria os efeitos negativos da privação do sono. O nosso estudo desafia essas suposições”. 

A equipa de investigadores chineses analisou dados existentes de modo a descortinar a relação entre dormir a sesta e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. 

Foram incluídos na análise mais de 313 mil participantes de mais de 20 estudos. Cerca de 39% dos voluntários dormiam a sesta. 

A análise concluiu que sestas longas – classificadas como correspondendo a mais de 60 minutos – estavam associadas a um risco 30% mais elevado de risco de morte por qualquer causa e a 34% maior risco de incidência de doenças cardíacas, comparativamente a quem não dormia a sesta. 

Quando o sono noturno foi tido em conta, sestas longas foram associadas a um risco mais elevado de morte somente naqueles que dormiam mais de seis horas por noite. 

No geral, sestas de qualquer dimensão foram associadas a um risco 19% superior de morte. 

Sendo que a relação foi mais evidente nas mulheres, que apresentaram uma probabilidade de morte 22% maior, relativamente a quem não fazia a sesta, e a participantes mais idosas, cujo risco subiu para 17% com as sestas. 

Entretanto, sestas curtas – correspondentes a menos de 60 minutos – não apresentaram qualquer risco para o desenvolvimento de patologias cardíacas. 

Pan afirmou: “os dados apurados sugerem que sestas mais curtas – sobretudo menos de 30 a 45 minutos – podem melhorar o funcionamento do sistema cardiovascular em indivíduos que não dormem horas suficientes à noite”. 

As razões porque é que dormir a sesta afeta o corpo ainda permanecem envoltas num certo mistério, disse Pan. Todavia, alguns estudos sugerem que sestas longas estão associadas a níveis mais elevados de inflamação no organismo, o que por sua vez coloca em risco a saúde do coração e a longevidade. 


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