Alimentos ultraprocessados ​​associados a envelhecimento precoce

A ciência confirmou aquilo que já suspeitávamos.


Um novo estudo revela que os produtos ultraprocessados, além de estarem associados a condições de saúde como a obesidade e a diabetes, também podem estar a acelerar o seu relógio biológico. Investigadores dizem que consumir alimentos ultraprocessados aumenta significativamente o risco de envelhecimento precoce. Mais especificamente, esses alimentos encurtam os marcadores de ADN que representam a idade biológica de uma pessoa.

O estudo concentra-se em telómeros, estruturas feitas de ADN e proteínas especializadas encontradas nas extremidades dos cromossomas. Cada célula humana contém 23 pares de cromossomas que contêm o nosso código genético. Embora os telómeros não carreguem informações genéticas, a Universidade de Navarra diz que eles são vitais para manter o seu ADN e cromossomas estáveis.

À medida que os humanos envelhecem, estes ficam mais curtos, tornando os telómeros num marcador-chave da nossa idade biológica. A investigadora Lucia Alonso-Pedrero e sua equipa descobriram que pessoas que comem mais de três porções diárias de utraprocessados têm duas vezes mais chances de ter telómeros mais curtos.

O estudo, publicado no American Journal of Clinical Nutrition, examinou cerca de 900 pessoas (645 homens e 241 mulheres) com uma idade média de pouco menos de 68 anos. 


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